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Dia de Hoje

Dia de Hoje

22
Mai22

Comentário 270

Zé Onofre

                  270 

 

022/05/22

 

Sobre o texto Novos horizontes, Paula em 14/05/22 no blog lindaorquideanegra.blogs.sapo.pt

 

Há um nundo pequenino.

Esse mundo pequenino não é onde vivo.

Gostava de viver nesse mundo pequenino.

Viver nesse mundo pequenino eu e a solidão.

Nesse mundo pequenino vhá um jardim.

Tão pequeno, o jardim, como o mundo pequenino.

Mil goteiras são fontes pequeninas,

No jardim pequenino

Do mundo pequenino que algures há.

Por essas goteiras veria outros mundos para lá

Daquele mundo pequenino.

Naquele mundo pequenino teria mil horizontes

Mil vezes diferentes uns dos outros,

Porém todos iguais na sua diversidade.

Seria tão bom eu e a minha solidão

Naquele mundo pequenino.

  Zé Onofre

27
Out21

Dia de hoje 11

Zé Onofre

                    11

2021/10/27

No ponto mais alto,

Do monte mais alto

Da freguesia

Uma torre acastelada

Que servia de vigia.

 

Essa torre

Que ficava no monte mais alto

Tornava ainda mais alto

O cume mais alto

Da freguesia.

 

Nessa torre,

Que ficava no cume mais alto

Do monte mais alto

Da freguesia,

Vivia em solidão,

Noite e dia,

O Sentinela.

 

Numa noite de luar

Cansado da solidão

Desceu o moço sentinela

A semelhança de escadaria

Que do alto da torre vigiava o longe

Noite e dia.

 

Olhava as estrelas

Acompanhando com o alaúde

As suas canções de amigo

A que apenas o luar e solidão

Prestavam atenção.

 

Embalado na sua canção

Avança distraído.

Nem com o luar no seu esplendor,

Atentou num tronco caído

Que lhe passou uma rasteira

Que o deixou no chão sem sentidos,

Sem dar um suspiro de dor.

 

Apenas acorda com a aurora orvalhada.

Descobre a seu lado

Uma jovem ao sono abandonada,

Sob um manto de arbustos floridos

Sem dúvida feito à sua medida.

 

Agora,

No cimo da torre

Que fazia mais alto

O cume mais alto

Do monte mais alto

Da freguesia,

O jovem sentinela

E  jovem que encontrara,

Naquela solidão tão lá no alto

Sob o manto dos arbustos floridos,

Beijavam-se candidamente

  Zé Onofre

.

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