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Dia de Hoje

Dia de Hoje

24
Jul22

Comentário 282

Zé Onofre

B 282 -------- 277

 

022/07/

 

Sobre No fim, só temos a solidão,  Jovem Adulto Solitário, 29 JUN 22, essascartasparaele.blogs.sapo.pt

 

Chegará um dia em que pararei.   

Seja lá o que for isso de parar.

Fecharei os olhos,

Mesmo que abertos estejam,

E só verei o que ficou lá atrás.

Ver-me-ei caminhando a compasso,

Avenida da Liberdade ao Rossio,

Entre milhares de pessoas

Por um objetivo comum.

Contudo o mar de gente que me rodeava

Por encanto desapareceu.

Ali vou eu sozinho

Entre as árvores

E o passaredo tranquilo,

A marchar sem destino.

 

Chegará um dia em que pararei.   

Seja lá o que for isso de parar.

Fecharei os olhos,

Mesmo que abertos estejam,

E só verei o que ficou lá atrás.

Em que momentos de grande intimidade

Com quem partilhei amor, sonhos e futuros

Também nesses ter-se-á esfumado a companhia

E ver-me-ei agindo só,

Falando só,

Sorrindo só,

Pensando que estive acompanhado.   

 

Chegará um dia em que pararei.   

Seja lá o que for isso de parar.

Fecharei os olhos,

Mesmo que abertos estejam,

E só verei o que ficou lá atrás.

Nesse verificarei que somente a minha solidão
Acompanhou outras solidões iguais à minha,

E apreciaremos verdadeiramente o estar só.

 

Chegará um dia em que pararei.   

Seja lá o que for isso de parar.

Fecharei os olhos,

Mesmo que abertos estejam,

E então verei do que ficou lá atrás

Foi juntar solidões

Em momentos especiais

Mas não banalizados.

Zé Onofre

29
Mai22

Comentário 273

Zé Onofre

B 273 -------- 268

 

022/05/29, dia da Festa de N. Srª da Livração

                                            

Sobre Passado Presente Futuro, por Isaurinda Baltazar, no blog despertarosentir.blogs.sapo.pt

 

 

Estou parado no tempo.

 

Contudo o sol nasce,

Obedientemente, a Leste,

Fenece obstinadamente

Onde é esperado a Oeste.

 

Estou parado no tempo.

 

Apesar do vento agonizante

Que nos beirais assobia,

Da ventania forte

Com seus cantos heroicos,

Dos vendavais a anunciar tempestades,

Das aragens amenas

Com seus segredos e cantos de serenidade.

 

Estou parado no tempo.

 

A Terra continua a girar

No seu rodopiar de pião maluco.

As marés a subirem

As marés a descerem

Sob a batuta da insensata Lua.

Os rios a nascerem em pequenas fontes,

Vão parar aos rios

Depois de passarem vales e montes.

Mais longe, ou mais perto,

As armas insensíveis

Plantam corpos na terra.

 

Estou parado no tempo  

 

O passado e o presente

Abafaram o futuro,

Adiaram-no para data incerta.

Barata tonta desafio-me a seguir.

Volto sempre ao mesmo lugar.

  Zé Onofre

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