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Dia de Hoje

Dia de Hoje

22
Abr22

Por aqui e por ali 100

Zé Onofre

100

 

996/12/__

 

Janeiras, escola de Vilarinho, V. Caiz, AMT (música «marco do correio)

 

Meu senhor, minha senhora, então que tal,

Nós cantamos, do jeito que sabemos.

Esperamos, tenham tido um bom Natal

Qu’este ano seja melhor assim o queremos.

 

Andamos a dar vivas de porta em porta,

Desafinando assim alegremente.

Mas a nós isso pouco importa

Desde que fique feliz a nossa gente.

 

Mas falemos do que aqui nos traz,

Nesta noite de Janeiro tão fria,

Andamos para a frente e para trás

P´ra que na escola haja mais alegria.

 

Já não temos mais assunto para cantar,

De repente ficamos sem ter que dizer,

Algum dinheiro, nos venham aqui dar

Desde já estamos a agradecer.

 

Pedimos, não demorem a abrir

A vossa porta acolhedora de par em par.

Já dissemos o que vínhamos pedir

Está na hora de para outra casa abalar.

Zé Onofre

31
Dez21

Dia de hoje 22

Zé Onofre

A todos quantos passarem por aqui, e aos que por aqui não passarem, que façamos o próximo Ano melhor do que este.

  Zé Onofre

                   22

 

021/12/31

 

Hoje é noite de cantar as Janeiras,

De ir de porta em porta,

Por caminhos velhos,

Ou não tão velhos como isso.

Velhos por perdidos

Nos meandros do passado.

 

Crianças, afinadas umas,

Outras nem tanto nas suas ilusões,

Param as passadas

À porta dos mais “ricaços”,

A desejarem Bom Ano Novo

Em troca de uns tostões.

 

Começava o mais afinado,

Ou talvez o mais desenrascado,

Seguido pelo coro mais ou menos desafinado.

– O céu é para as estrelas,

O jardim para as flores,

No meio deste terreiro

Boa noite meus senhores. –

 

Uma pausa

Para acalmar o nervosismo

Para depois se prosseguir

Com redobrada energia

Naquela noite tão fria.

– Quem diremos nós que viva                   

No seu fato de veludo

Viva lá o senhor ……..

Com a sua bolsa acode a tudo.

 

Quem diremos nós que viva

Na pelezinha da raposa,

Viva lá a dona ……

Que é uma santa esposa.

 

Quem diremos nós que viva

Na folhinha do codesso,

Viva toda a outra gente

Que por nome não conheço. –

 

Nova pausa para respirar

E descansar a voz esganiçada.

O rapaz do saco chega-se à porta,

É a hora do tudo ou nada.

– O céu é para as estrelas

O jardim para os botões,

No meio deste terreiro

Deitai alguns tostões. –

 

Seguia-se uma longa espera

Espreitando a porta fechada.

Há uma fresta com luz,

Uma mão que se mete no saco.

Alegre a malta canta a plenos pulmões.

– O céu é para as estrelas,

O jardim para as flores.

No meio deste terreiro

Muito obrigado, meus senhores. –

 

O rancho animado

Parte para outro terreiro.

 

Já o dia vai raiando  

Quando o grupo cansado,

Se senta no adro da igreja

A dividir o “tesouro” arrecadado.

 

Acaba assim em alegria

A última noite do Ano Velho.

Com data já marcada

Para o fim do Novo ano.

   Zé Onofre

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