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Dia de Hoje

Dia de Hoje

31
Jan22

Dia de hoje 25

Zé Onofre

                  25

022/01/31

 

Eleições 2022

Vitória do Medo.
Derrota da Razão.

Derrota da coragem de se ser o que se é.

Mais medo e menos coragem à esquerda do que à direita.

 

Prejudicados pelo medo e pela falta de coragem –

À esquerda o PCP, o BE.

À direita CDS.

O PSD, vítima da sua falta de coragem de se situar no espectro político, tendo em vista o poder pelo poder viu muitos dos seus votantes fugirem para aqueles que assumiram ser o que são e ao que andam - Chega e Iniciativa Liberal.

 

Minha conclusão.

Derrota da Esquerda.

Vitória da Direita de “rosto humano” – um punho erguido e outra mão a segurar os valores do grande capital, fiel aos ditames dos Grandes Grupos Financeiros, que têm os seus governantes bem amestrados em Bruxelas, Berlim, Paris, …

Fragmentação da Direita – em conservadora e a passadista.

Zé Onofre

30
Jan22

Dia de hoje 24

Zé Onofre

              24

 

022/01/29

Bem me diziam,

Porém nunca quis acreditar.

Há mais coisas, nas coisas que vemos,

Do que aquelas que vemos nas coisas.

 

De olhos presos numa parede preta,

Apenas o preto se alcança.

Que mais poderá haver para além

Do negrume?

 

Mas quem diz que aquele negro,

Que me ensombra o olhar,

É uma parede

E não a noite a desabrochar?

 

Fecha os olhos, uma voz,

Ou um sussurro apenas,

Ordena imperativamente.

Assim faço.

Quando os abro,

O negro sombrio é apenas uma tela

De onde cores inesperadas

Parece que evoluem suspensas no ar.

 

Que mistério se esconde

Por de trás daquela tela?

Talvez uma criança inexistente

Sopre de lá apalpáveis bolas  de sabão.

Zé Onofre

21
Jan22

Fora de numeração

Zé Onofre

Sr. Director
Ninguém pediu a minha opinião sobre as eleições legislativas do próximo di 30 de janeiro.
Mesmo assim, como cidadão interessado e no pleno uso dos seus direitos civis e políticos, vou publicar a reflecção qu fiz sobrfe as mesmas. Vou publicá-las por duas razões. A primeira para desabafar o que me vai no pensamento; a segunda pode ser que, numa hipótese remota, aproveite a outrem.
Vou expor a mecditação que fiz como reflecti. Através de perguntas e respostas.

Qual á a finalidade do meu voto no próximo dia 30?
- Através do meu voto vou eleger deputados, pelo circulo eleitoral onde resido, e proposto pela lista partidária que escolhi.

Como se forma, então o novo Govedrno?
- O próximo Governo resulta da vontade dos deputados eleitos.
O Presidente da República de acordo com os resultados eleitorais convida o dirigente máximo do Partido mai votado (ou uma personalidade por esse partido indicado) a formar governo.
a) Se o partido mais votado tem metade dos votos +1 (neste caso 115+1) terá o apoio da maioria dos deputados e não terá dfificuldades em formar Governo. Se este partido quiser reforçar o apoio parlamentar poderá negociar com outros partidos.
b) O partido mais votado não chega aos 116 deputados.
Este partido tenta obter um acordo com outros partidos para formar governo.
Pode ser um acordo de Coligação - os partidos que chegaram a acordo têm Gministros e ou secretários de estado no Governo.
Pode ser um acordo de apoio parlamentar. Alguns partidos acordam com o Partido mais votado certas medidas dos seus programas e apoiarão o Governo nos casos essenciais para a continuidade do Governo.
Pode ser um Governo minoritário que vai negociando medida a medida com todos os deputados.
c) Se o partido mais votado não conseguir chegar a uma destas soluções então o Presidente da República convida o segunfdo partido mais votado a formar Governo. Seguem-se os medmos procedimentos antetriores.

Somos obrigados a votar em uma lista?
Não.
Podemos optar por não ir votar.
Na mesa de voto podemos dobrar a folha de voto sem qualquer indicação de partido - voto em branco; riscar o boletim de voto de cima abaixo - voto nulo; votar numa só lista partidária - voto válido.

O que é o voto de protesto?
Muitos pensam que
- a abstenção é um voto de protesto.
- votar em "chamados" pequenos partidos.

Afinal o que é o voto de prtotesto?
Nenhuma das hipóteses anteriores é um voto de protesto. Aliás creio que não há votos de protesto. Há votos conscientes.
A abstenção não é ptrotesto, não é nada. É deixar nas mãos dos outros o nosso destino.
Votar em qualquer partido não se vota contra - se protesta - nenhum partido, vota-se a favor do partido que se escolheu.
Votar branco ou nulo são votos conscientes e escolhas livres de quem não se sente representado em nenhum partido que se apresenta a eleições.

O que é o voto útil?
Voto útil é uma invenção de quem tenta diminuir as escolhas dos eleitores para angariar votos assente numa mentira - reduzir as eleições legislativas à "eleição" do Primeiro Ministro que, como já mostrei apenas elegemos deputados e estes escolhem o Primeiro Ministro e dão apoio às medidas do Governo.
O grave na questão do "voto útil" é que é uma mentira manipuladora a que a maiortia de Jornalistas e Comentadores, não cumprindo a sua missão de informar, ampliam e justificam sem suporte legal.
Assim entendo que o verdadeirto voto útil é o voto livre e conciente na lista partidária que mais se identifica connosco, independentemente do número de votos que consiga.
Por mais que os partidos A e B digam nós é que podemos governar, esqueçam os outros e votem ou num ou noutro, mas votem em mim diz igualmente o partido A e B, secundadados por uma imprensa submissa e obrigada.
Voto útil é cantiga de engana meninos e come-lhe o bolo.
O voto útil é aquele em que voto com consciência sobre o partido que merlhor responde às minhas ideias sobre o que penso e que quero para o meu país.

Que mais está em jogo para além da eleição de deputados?
Às eleições do próximo dfia 30 apresentam-se diversos partidos que têm uma ideologia e uma ideia sobre o que pretendem para o País. Vou agrupá-los sob uma ideia geral mas sem nomear quem se entrega em cada grupo.
Grupo A
Partidos qaue defendem o regresso ao passado do Salazarismo/Caetanismo, com redução da liberdade de imprensa, da liberdade de expressão, xenófobos, racistas, e que desprezam e excluem os mais desfavorecidos da sociedade chamando-lhes sanguessugas dosd contribuintes. Desprezo pelos direitos laborais e das minorias rderligiosas, culturais ou origem.
Grupo B
Há partidos que querem reduzir o Estado a três funções
- Policiais sergurança em defesa da propriedade e das pessoas, por esta ordem.
- Tribunais.
- Defesa - cumprir os acordos militares com potências estrangeiras - OTAN - ed com o nosso mais verlho aliado - A Inglaterra - nem que uma e outra vão contra a ordem a lei internacional e ajam de modo unilateral.
- Desprezo pelos direitos laborais conserguidos em acortdos colectivos de trabalho. Defenxsores de acordos individuais der contratação em quer o trabalhador individual está nitidamente em inferioridade nergocial.
- Privatização de todos os serrviços sociais - Educação, Saúde, Segurança Social - reforma, abonos de família, subsídio de desemprego, ...
- Privatização dos lucros.
- Exigir do Estado apoios em casos de crise económica - socialização dos prejuízos.
Para além desta função de garantia da Iniciativa Privada ter uma vertente caritativa para fazer de conta que os excluídos do liberalismo têm garantias de saúdede, ensino e habitação em bairros sociais longe dos Condomínios de Luxo.
Grupo C
Partidos que se consideram as colunas da democracia que temos.
Para estes partidos o que é necessário uma correcçãso mais à frente, mais atrás, mais à direita, mais à esquerda de acordo com o dirigente do momento.
Grupo D
Partidos que defendem que esta democracia é uma boa base para se avançar para uma democracia em que as diferenças sociais e económicas se reduzam - cada vez menos ricos muito ricos e cada vez menos pobres muito pobres, a caminho de uma sociedade em que todos terão direrito a usufruir igualmente da riqueza produzida.
Grupo E
Partidos qaue aproveitam esta oportunidade eleitoral para divulgarem o que desejam para mudar e como chergar lá. Normalmente são partidos que a imprensa deixa no esquecimento faendo de conta que eles não existem ed que é pertigoso di vulgar os seus planos para mudar radicalmente de regime - A revbolução.
Depois desta longa reflecção cheguei às seguintes conclusões.
- Decididamente elegemos deputados.
- Não há votos de protesto.
- Todos os votos são úteis desde que de acordo com a minha consciência.
- A abstenção, não derivada por motivos ponderosos, é um lavar der mãos.
- Com o meu voto decido o tipo de regime erm que quero viver.
Desculpem-me se fui longo, mas penso que a tentativa de ser claro assim mo exigiu.
Zé Onofre

07
Jan22

Dia de hoje 23

Zé Onofre

              23

 

022/01/07

 

Ontem segui os meus passos.

Deixei-me guiar

Por caminhos dos meus olhares.

Parei frente à janela

Da “moleirinha”,

Do “ai há quantos anos…”,

Da “velha, da cabaça e do lobo”,

Das noites escuras estreladas,

Dos campos verdes a bordejar de água,

Dos milheirais amarelecendo,

Do fio de água

Feito lago grande

Presa num muro de pedra feito barragem.

 

Os meus olhares,

Que foram atrás dos meus passos,

Ainda tentam ver

Nos recantos do passado

Os meus amigos da escola e da catequese.

 

Meus companheiros,

Do alvorecer da vida,

A serpentear por entre os pés de milho,

A mergulharmos nus,

Ou em cuecas,

Naquele eterno lago,

Que o fio ténue de água

Descendo do alto da encosta

Vem alimentar.

 

Num outro quadro do passado

Vislumbro-me aninhado ou dobrado

Com os meus amigos de brincadeiras  

Nas bordas daqueles campos  

Que rodeavam aquele fio de água –

Que regará campos,

Moverá moinhos.

Rodas de fabriquetas,

Antes de se atirar ao mar

Depois de acompanhar rabelos –

A apanhar uns frutinhos vermelhos

Perfumados de aroma silvestre,

Morangos tão saborosos,

Mil vezes mais saborosos

Do que os enormes e vistosos,

Nascidos no mimoso cativeiro das estufas.

  

O nevoeiro do passado levanta-se.

São agora os meus olhos tristes

Que escorrem água salgada

Para o lago-memória

Que trago em mim.

 

Meus companheiros

De escola e catequese,

Meus amigos recolectores de frutos silvestres,

Mataram aquele fiozinho de água,

Onde no verão refrescávamos os corpus nus,

Apenas cobertos pelos milheirais.

As pequenas encostas,

Onde cresciam livres,

Saborosos e perfumados morangos.

Aquele fiozinho de água

Que levava misturado  os nossos risos,

Através de campos,

Moinhos,

Fabriquetas,

A acompanhar rabelos até se dissolver no mar.

  

Meus companheiros

De escola e catequese

Mataram aquele regatinho

Onde ontem sonhávamos aventuras.

Hoje, aquele leito que foi de água corrente,

É uma parada linha negra,

Por onde passam correndo

Pessoas, prisioneiras de máquinas,

Com destino marcado

Sem tempo para sonhar.

   Zé Onofre

 

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